Eu vi um jogo de computador do harry potter. Não sei como meu cérebro aceita isso. Deve ser fé. Um punhado de bites de bruxo que realiza magias. Tem que ser fé. Ou é fuga. Não sei. Eu olho de novo. E minhas conexões nervosas, minhas sinapses não reclamam. É como se fosse normal. Tem que ser fé.
Descartes me ajuda. Penso logo existo. O computador pensa por mim, suas sinapses de bites criam o harry potter interativo, vivo. Ele existe. Eu não existo no computador.
Platão. A filosofia começa com a perplexidade. Por enquanto ainda estou nos sombrios corredores de hogwarts. Mas algo me move! Acho que é meu espírito filosófico. Um sopro interno, ou uma coceira filosófica. Uma realidade maior (externa ao computador): um copo d’água! Os dois lado a lado. Copo de água versus capa de invisibilidade. Ambos inodoros, incolores e insípidos. Qual deles é real? Eu tomo a água e o harry potter veste a capa. Eu continuei bem, mas o harry potter sumiu! A capa deve ser irreal e derrama a sua irrealidade por quem quer que a use! É claro! Não existe efeito sem causa! E do irreal não pode gerar nada real! É isso!
Perplexo com a minha descoberta, afirmo categoricamente: o bite não existe, o harry potter não existe, magia não existe. E graças a hogwarts, me sinto real.

Você faz é poesia em prosa!
ResponderExcluir"A vida é uma invenção"
Não somos Reais
ResponderExcluirSomos Passados
Não temos mais Medos
Temos Futuros
Não Existimos
Apenas Sentimos
Queremos mais!
ResponderExcluirSó vendo coisas meio absurdas pra pensamentos céticos, que consigo me sentir real outra vez
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